O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem, em Davos, na Suíça, que uma profunda reforma do Acordo de Basiléia 2, sobre exigência de capital dos bancos, deverá ocorrer com rapidez, no rastro da crise financeira global.

O Basiléia 2 foi negociado ao longo de sete anos e há países que sequer o implementaram ainda. Mas as novas regras de capital têm chances de ser aprovadas já em abril, na reunião de cúpula do G20, em Londres.

“O segredo disso (urgência) se chama crise”, afirmou Meirelles. “É o nome do jogo, principalmente quando existe necessidade de dinheiro público resolver os problemas. Aí não compete apenas aos bancos e reguladores decidirem se querem ou não.”

Ele apontou, entre as principais medidas de um novo acordo, a exigência do registro no balanço de itens que estavam fora dos demonstrativos, mas que constituem riscos para o banco; maior abrangência regulatória para pegar instituições que hoje não estão reguladas; e maior alocação de capital ou diminuição de ativos.