O presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista, defendeu, nesta terça-feira, 08, o diretor financeiro do fundo de pensão, Ricardo Oliveira Azevedo, após o Ministério da Previdência sugerir sua demissão, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo. “Eu não tenho nenhum motivo para fazer nada disso (convocar uma reunião para discutir o assunto). A Previc impõe que o recurso é suspensivo, ele já apresentou suas explicações. Não tem motivo para mudança na diretoria”, afirmou, por telefone, à reportagem. “Todo cidadão, seja quem for, tem direito à defesa”, disse, perguntado se caberia um afastamento enquanto a investigação estiver em curso, como defendem associações de servidores dos Correios.

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) determinou em dia 21 de agosto o afastamento por dois anos de Oliveira por aplicar recursos garantidores das reservas técnicas, provisões e fundos dos planos de benefícios em desacordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. Os investimentos, segundo apurou O Estado de S.Paulo, deram um prejuízo de R$ 762 milhões ao fundo de pensão. Filiado ao PT, o presidente do Postalis foi indicado para o cargo pelo presidente dos Correios, Wagner Pinheiro.