O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer divulgar em meados de 2010 – ano eleitoral – o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, que se transformará numa janela de “investimentos” para os próximos anos. A intenção do governo é montar uma nova carteira de projetos que também serão oferecidos a investidores estrangeiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) buscará investimentos para o Brasil em outros países e, para isso, vai montar os chamados “Fundos Brasil” com o setor privado e o mercado de capitais.

“Vai ser uma febre de investimento”, previu o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “O Brasil virou o sonho de consumo das grandes empresas e grandes corporações. Assim como todas as empresas achavam que tinham de ter um pezinho na China, todo mundo vai achar que tem de ter um pé no Brasil.” Paulo Bernardo antecipou algumas áreas de prioridade para o PAC 2 e informou que governo quer contratar a confecção de projetos, de relatórios ambientais e possibilitar que o próximo presidente tenha opções e não perca tempo nessas etapas, que duram em média um ano e meio. “Quando se tem um leque de investimentos, significa ganhar dois anos.”

Além de prosseguir com novos investimentos na área de infraestrutura, como energia, transporte, saneamento e habitação, o governo vai dar prioridade aos setores de ferrovias, hidrovias e, sobretudo, projetos de logística urbana para melhorar as condições das cidades brasileiras. Projetos de investimento para a exploração da camada de pré-sal também estarão no PAC 2. O governo estuda incluir um viés mais forte na área de inovação e tecnologia.