Dezesseis pessoas foram presas na manhã de hoje acusadas de fraude nas concessões de benefícios previdenciários em Mato Grosso e Goiás, durante operação Publicanos, da Polícia Federal. Entre as pessoas com prisão decretada há um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), uma ex-secretária de Sindicato de Trabalhadores Rurais, dez intermediários e quatro beneficiários e/ou representantes legais. Segundo a PF, a quadrilha vinha atuando pelo menos desde 2007 e estima-se um prejuízo aproximado de R$ 2,2 milhões em 150 benefícios concedidos com suspeita de irregularidades.

Foram cumpridos 16 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Confresa, Porto Alegre do Norte e Canabrava do Norte, no Mato Grosso, e Rio Verde, em Goiás. As investigações começaram há cerca de um ano e revelaram a atuação de uma organização criminosa voltada para a obtenção fraudulenta de benefícios previdenciários de aposentadoria por idade, pensão por morte, salário-maternidade e auxílio-doença previdenciário a supostos trabalhadores rurais e dependentes.

A fraude, segundo a PF, consistia na assinatura de contratos de intermediários com os supostos beneficiários em que estes se comprometiam a repassar o valor integral dos benefícios previdenciários retroativos, e se completava mediante a assinatura de uma procuração em favor de um dos membros da quadrilha outorgando plenos poderes para representação junto ao INSS. O grupo falsificava documentos para a comprovação de atividade rural, declarações de sindicatos de trabalhadores rurais com dados falsos, notas fiscais frias de aquisição de produtos rurais, certidões falsificadas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e certidões de nascimento e de óbito falsas.