A Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, só decidirá na próxima semana se paga ou não o Imposto de Renda atrasado, devido à Receita Federal. Na reunião ordinária de hoje (10) a diretoria da entidade, presidida por Luiz Tarquínio Sardinha, optou por obter mais informações e não tratar imediatamente da questão. Nova reunião ordinária está marcada para terça-feira (17).

A Previ tem até o final do mês para pagar R$ 1,7 bilhão, sem a incidência de multa e juros do passado. Se mais uma vez perder o prazo, a entidade corre o risco de ter de pagar, no futuro, mais R$ 1,3 bilhão só de multa e juros.

O governo já conta com o dinheiro da Previ. Ele foi computado no aumento do superávit primário (diferença entre tudo o que é arrecadado e os gastos, exceto a despesa com juros) negociado no novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 3,75% do PIB para 3,88%.