O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Valter Bianchini, inauguram, nesta quinta-feira (12), o primeiro mercado público de produtos orgânicos do Brasil. Ele estará vinculado ao Mercado Municipal de Curitiba e, na avaliação de Bianchini, vai facilitar aos produtores a venda direta de alimentos orgânicos.

O Ministério e a Secretaria firmaram parceria com a prefeitura de Curitiba, em maio de 2007, para o projeto, que irá unir os órgãos públicos federais, estaduais e municipais para aumentar a produção e a comercialização de produtos orgânicos na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e em todo o Estado.

O mercado municipal de orgânicos de Curitiba foi construído com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que destinou R$ 1,98 milhão para financiar a obra, com contrapartida da prefeitura. O custo foi de R$ 2,51 milhões e os repasses foram feitos pela Caixa Econômica Federal. A articulação para liberação desses recursos para a prefeitura foi feita, em 2006, por Bianchini, então secretário nacional da Agricultura Familiar, e pelo secretário do Abastecimento da prefeitura na época, Antonio Leonel Poloni.

Em maio de 2007, Bianchini recebeu a diretoria a Secretaria Municipal do Abastecimento, liderada pelo secretário Norberto Ortigara, que apresentou sua intenção de criar um mercado exclusivo de produtos orgânicos de todo o Estado, ao lado do mercado municipal de Curitiba. Bianchini identificou na proposta uma iniciativa para agir com mais agressividade na associação do produtor e ampliar a escala de produção nos municípios da RMC.

Familiar

O compromisso pela prefeitura de Curitiba é destinar parte do mercado de orgânicos para venda de produtos da Agricultura Familiar, por meio de cooperativas como a Cooperativa de Comercialização da Agricultura Familiar Integrada – Coopafi e a Associação da Agricultura Orgânica do Paraná (Aopa). A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento irá atuar com a Emater, na organização do produtor e incentivar o aumento da produção orgânica na RMC. A Secretaria já articulou com o Banco do Brasil uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para atender os produtores de orgânicos.

Para Bianchini, essa parceria é bem-vinda, pois de nada adianta o agricultor ampliar a produção de alimentos orgânicos se ele, sozinho, tem dificuldades de acesso aos mercados. “A prefeitura de Curitiba tem um equipamento importante de comercialização que é o Mercado Municipal”, disse o secretário. O Paraná conta com cerca de 5.300 produtores de alimentos orgânicos, responsáveis por volume de produção avaliado em 107.230 toneladas na safra 2006/07.

Desde o início do projeto, a intenção da parceria era ampliar a produção de produtos orgânicos para além do fornecimento de verduras, legumes e frutas. As duas secretarias (municipal e estadual) queriam incentivar também a produção orgânica de produtos com maior valor agregado como os derivados da pecuária (queijos e embutidos), geléias, sucos e compotas.

Portanto, o mercado de orgânicos de Curitiba já nasce com 22 espaços de comercialização como um restaurante, três mercearias, um açougue, duas lanchonetes, uma loja de artesanato, uma loja de cosméticos, uma loja de confecção e 12 bancas de hortifrutigranjeiros, das quais quatro delas serão utilizadas pela Cooperativa de Comercialização da Agricultura Familiar Integrada – Coopafi. Essa cooperativa irá enviar produtos orgânicos de todo o Estado para o mercado de orgânicos.