Os índices da produção industrial do Paraná prosseguem apresentando expansão, segundo pesquisa divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No primeiro trimestre do ano, o crescimento foi de 5% diante da média nacional de 3,9%. Em março, no confronto com igual mês do ano passado, o aumento foi de 2,6%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa ficou em 8,7%.

No caso específico do acumulado no ano, houve expansão em oito das 14 atividades pesquisadas. Na formação da taxa global de 5%, a principal pressão positiva veio novamente de veículos automotores (36,4%). Também merece destaque o desempenho bastante favorável de edição e impressão (40,1%). Já as pressões negativas de maior impacto foram exercidas por outros produtos químicos (-25,7%) e refino de petróleo e produção de álcool (-8,8%).

Nas comparações trimestrais, observou-se que oito atividades contribuíram para o crescimento, embora tenha sido observada perda de dinamismo em edição e impressão, que passou de 74,1% no período outubro-dezembro para 40,1% no período janeiro-março; veículos automotores (de 66,1% para 36,4%), refino de petróleo e produção de álcool (de 2,8% para -8,8%), outros produtos químicos (de -4,4% para -25,7%) e máquinas e equipamentos (de 13,0% para 3,1%).

No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria paranaense registrou taxas positivas em metade das 14 atividades investigadas. A performance favorável de veículos automotores, com aumento de 36,9%, respondeu pela principal contribuição positiva. Entre as atividades que apresentaram redução, alimentos (-5,5%) e máquinas e equipamentos (-8,2%) figuraram como as de maior influência negativa sobre o índice geral.

País

Os indicadores regionais da produção industrial mostraram que a desaceleração no ritmo produtivo, observada nos índices nacionais na passagem do quarto trimestre de 2004 (6,3%), para o primeiro trimestre de 2005 (3,9%), se refletiu também na maioria (11) dos 14 locais pesquisados.

As regiões que apresentaram avanço no ritmo de crescimento entre esses dois períodos foram: Amazonas, onde a taxa passou de 11,6% para 14,2%, seguido por Minas Gerais (de 5,4% para 7,0%) e Pernambuco (de 1,8% para 3,3%). A forte presença dos segmentos de bens de consumo, tanto duráveis quanto não duráveis, explica o bom desempenho desses locais.

No fechamento do primeiro trimestre, com aumentos superiores aos 3,9% registrados no total do País, situaram-se as indústrias do Amazonas (14,2%), Santa Catarina (8,7%), Minas Gerais (7,0%), região Nordeste (6,9%), São Paulo e Ceará (ambos com 5,2%), Paraná (5,0%), Pará (4,8%) e Espírito Santo (4,7%).

Também com aumento no nível de produção encontram-se, ainda, Bahia e Goiás (ambos com 3,4%), Pernambuco (3,3%) e Rio de Janeiro (1,0%). Apenas Rio Grande do Sul (-3,7%) assinalou resultado negativo nesse confronto, com as principais pressões concentradas nas atividades de máquinas e equipamentos e fumo, reflexo do cenário desfavorável, deste início de ano, para o setor agrícola.

Em relação aos resultados de março, frente a igual mês de 2004, o quadro também foi de crescimento generalizado, uma vez que 10 entre as 14 regiões registraram expansão, mesmo sob a influência de um menor número de dias úteis em março deste ano. Os aumentos oscilaram entre 14,1% no Amazonas e 0,5% na região Nordeste.

Nos demais locais as taxas positivas foram: Goiás (7,4%), Espírito Santo (6,7%), Minas Gerais (6,3%), Santa Catarina (5,2%), Pará (3,7%), Paraná (2,6%), São Paulo (2,0%) e Rio de Janeiro (1,5%). Apresentando recuo nessa comparação, ficaram Ceará (-0,2%), Bahia (-0,7%), Pernambuco (-1,0%) e Rio Grande do Sul (-7,1%).