A produção total de óleo e gás natural da Petrobras atingiu 2,547 milhões de barris por dia no primeiro trimestre de 2010, o que representa um aumento de 3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao quarto trimestre, segundo informou hoje a companhia, a produção aumentou 1%.

A produção nacional subiu 2% entre janeiro e março de 2010, ante o mesmo intervalo de 2009, somando 2,302 milhões de barris por dia. O resultado refletiu o aumento na produção das plataformas P-51 (no campo de Marlim Sul), P-53 (Marlim Leste), FPSO-Cidade de Vitória (Golfinho), FPSO-Espírito Santo (Parque das Conchas) e P-54 (Roncador).

No exterior, a produção total da companhia teve alta de 11%, totalizando 245 mil barris por dia no primeiro trimestre, devido ao início da produção na Nigéria, atenuado pelo declínio de campos maduros.

Aumento de capacidade

A Petrobras pretende adicionar este ano 400 mil barris por dia à sua produção no Brasil. No exterior a empresa espera produzir a mais 80 mil barris, o que representa um aumento total na sua capacidade de produção no ano de 480 mil. Com esse aumento de capacidade, o diretor financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Almir Barbassa, explicou que será possível compensar o tradicional declínio da produção de poços antigos e também elevar a produção.

A meta da Petrobras é atingir uma produção média em 2010 no Brasil de 2,100 milhões de barris por dia. Em 2009, a companhia adicionou cerca de 200 mil barris a sua capacidade de produção e o declínio de produção dos poços ficou em torno de 170 mil barris.

Barbassa ressaltou também que o preço do petróleo tem caminhado na direção de “favorecer a produção de óleo pesado”. Segundo ele, a diferença entre a cotação do óleo pesado e o leva vem diminuindo. O diretor lembrou ainda que a companhia tem conseguido no Brasil reduzir a diferença entre o preço do petróleo no mercado internacional e o valor de venda praticado pela estatal no mercado interno.

Extração

O custo de extração de petróleo (lifting cost) da Petrobras no Brasil ficou em US$ 9,40 por barril no primeiro trimestre de 2010, praticamente estável em relação ao quarto trimestre de 2009, quando estava em US$ 9,51 por barril. O indicador desconsidera as participações governamentais.

Considerando as participações do governo, como royalties e participações especiais, o custo de extração teve queda de 4%, para US$ 23,73 por barril na mesma base de comparação.

Refletindo a alta dos preços do petróleo no período de um ano, o custo de extração na comparação com o primeiro trimestre de 2009 subiu 20% sem participação governamental. Considerando a participação do governo, o avanço foi de 62%.