A produção da indústria nacional cresceu 2,4% em 2002. A informação foi dada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse foi o terceiro ano consecutivo de crescimento e o quarto maior desde a implantação do Plano Real. Em 2001, a indústria havia crescido 1,6% e, em 2000, 6,2%.

Apesar de ainda baixo para conseguir impulsionar um aumento nas taxas de emprego e de renda do trabalhador, o crescimento do ano passado pode ser considerado positivo se comparado com o ritmo de crescimento de outros países.

Na Argentina, por exemplo, a produção da indústria local recuou 10,6% em 2002. O mesmo aconteceu nos EUA e no Japão, que tiveram retração de 0,6% e 1,5%, respectivamente. Entre janeiro e novembro, a indústria alemã teve uma queda de 2% e o Reino Unido, de 3,6%.

No cenário externo, a economia mundial continuou desaquecida, reduzindo o fluxo de investimentos para o país e a demanda por produtos brasileiros em mercados como a Argentina, EUA e Europa.

De acordo com o IBGE, o crescimento de 2002 reflete o aumento da produção em 13 ramos industriais. O setor extrativo-mineral, apesar de ter recuado em dezembro, teve uma expansão de 10,7% no acumulado ano. Depois, estão as indústrias mecânica (+8,7%), de produtos alimentares (+4,2%) e metalúrgica (+3,3%).

Queda na atividade

A indústria brasileira fechou o ano de 2002 com queda no ritmo de atividade. Essa é a conclusão dos indicadores industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgados ontem. As vendas reais da indústria fecharam o ano com aumento, de 1,96%, mas a taxa é bem inferior ao desempenho de 2001, que registrou um crescimento de 11,77%.

O resultado positivo de 2002 só foi possível por causa do bom desempenho da indústria no segundo semestre, que registrou um aumento de vendas de 5,66% em relação a 2001. Esse crescimento compensou o recuo das vendas registrado no primeiro semestre, que foi de 1,99%.