A produção industrial do Paraná apresentou decréscimo de 13,4% em novembro passado em relação ao mesmo mês de 2011. A retração se deve a resultados negativos de cinco dos 14 segmentos industriais pesquisados – refino de petróleo (-13,5%), edição e impressão (-56,7%), veículos automotores (-26,1%), borracha e plástico (-2,8%) e produtos de metal (-3%), excluídos máquinas e equipamentos.

Na comparação de novembro com outubro do ano passado, houve queda 5,1% na produção industrial paranaense, segundo dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgados nesta quarta-feira (09/01) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Apesar do baixo desempenho no comparativo mensal, a produção da indústria do Paraná apresenta resultado superior ao do setor no Brasil. No acumulado de doze meses, encerrado em novembro de 2012, a produção do parque fabril paranaense teve baixa de 0,5%, contra -2,5% na soma nacional. No Sul, houve queda mais acentuada em Santa Catarina (-3,1%) e Rio Grande do Sul (-3,5%).

ALTAS

O último relatório do IBGE sobre produção industrial mostra que nove atividades manufatureiras paranaenses avançaram em relação a novembro de 2011, com destaque para os ramos de mobiliário (12,1%), madeira (7,6%), bebidas (7%), máquinas e equipamentos (5,5%) e alimentos (4,6%).

“Os resultados desfavoráveis do conjunto da indústria paranaense em novembro podem ser atribuídos a uma base de comparação expandida no final de 2011, quando o setor, opondo-se à trajetória brasileira, cresceu de maneira expressiva”, analisou Julio Suzuki, diretor do Centro de Pesquisa do Ipardes.

Suzuki explicou que o fraco desempenho do segmento de refino de petróleo expressa o patamar mais baixo da atividade da Petrobras, cuja produção de óleo diesel, gasolina, GLP e óleo combustível declinou em novembro no complexo instalado em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

“No que se refere ao ramo de edição e impressão, o recuo produtivo deriva sobretudo do menor nível da fabricação de livros, ao passo que, na indústria automotiva, há significativa interferência da queda da produção de caminhões, acompanhando um movimento nacional”, complementou.