A produção industrial do País iniciou o ano com sinais positivos e registrou alta de 1,1% em janeiro de 2010 ante dezembro de 2009, na série com ajuste sazonal, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas.

Em relação a janeiro de 2009, a produção da indústria aumentou 16,0%. De acordo com o IBGE, no acumulado dos 12 meses até janeiro deste ano, a produção ainda apresenta resultado negativo, de 5%.

O aumento de 16,0% na produção industrial em janeiro de 2010 ante o mesmo mês de 2009 representou a maior alta apurada em meses de janeiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1995, quando o avanço foi de 16,9%. A informação foi dada pelo economista da coordenação de indústria do instituto, André Macedo.

O IBGE divulgou ainda uma pequena revisão no resultado da produção industrial de dezembro de 2009 ante novembro de 2009, que passou de retração de 0,3% apresentada anteriormente para baixa de 0,2%. Houve também uma pequena revisão no resultado de dezembro de 2009 ante dezembro de 2008, de 18,9% para 19,0%.

Macedo explica que as alterações de dezembro “não são relevantes” e, no caso da série com ajuste sazonal, a mudança se deve à entrada de novas informações de janeiro na série. No que diz respeito ao resultado anual, ela reflete algumas retificações de dados de empresas informantes.

Bens de capital

A produção de bens de capital, que sinaliza o desempenho dos investimentos, registrou queda de 0,1% em janeiro ante dezembro de 2009. O resultado interrompe uma trajetória de nove resultados positivos seguidos para esta categoria, em base mensal. Na comparação com janeiro do ano passado, a produção de bens de capital aumentou 12,8%.

Já as demais categorias de uso pesquisadas pelo IBGE registraram resultados positivos ante dezembro e na comparação com janeiro de 2008: bens intermediários tiveram altas de 2,0% e 20,2%, respectivamente; bens de consumo duráveis, de 8,6% e 36,4%; e bens de consumo semi e não duráveis, de 0,4% e 5,8%.