Ajudar a levar o Paraná ao segundo lugar do País em exportações por micro e pequenas empresas. Este é um dos objetivos do Porto Fácil, programa lançado ontem, em Curitiba, pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

Através do projeto, os empresários poderão obter consultoria para transportar seus produtos ao exterior, em contêineres compartilhados, a um custo que promete ser até 50% menor, na comparação com outros tipos de transporte.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Empresarial da Appa, Luiz Alberto de Paula César, a intenção do projeto que conta com parceiros como entidades empresariais e instituições financeiras e de ensino é preencher uma lacuna existente no comércio exterior paranaense, indo de encontro à demanda das empresas.

Ele aponta dados de uma pesquisa do Conselho de Comércio Exterior (Concex) da Associação Comercial do Paraná (ACP), que indicou que 70% do empresariado do Estado não sabe como exportar. “O porto tem condições de suprir essa lacuna”, avalia o executivo.

A ideia, ainda, segundo César, é melhorar a participação das micro, pequenas e médias empresas no comércio exterior. Atualmente, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) dão conta de que, no Paraná, 1.511 dessas empresas venderam para o exterior em 2008.

O número, porém, representa apenas 6,5% das exportações paranaenses no ano passado. Se forem levadas em conta apenas as micro e pequenas empresas, a proporção cai para 2%, e o número de companhias, para 437.

César informa que até grandes empresas, que eventualmente precisam enviar lotes pequenos ao exterior, poderão utilizar o programa que, no futuro, também deverá abranger o mercado interno e também as importações. “Tudo vai depender da demanda do mercado”, diz.

O procedimento será relativamente simples. Será necessário, no entanto, que a empresa interessada já tenha um comprador para seus produtos no exterior, e saiba a quantidade e o valor da venda.

Depois é só entrar em contato com o Porto Fácil (www.portofacil.pr. gov.br) para orçar a operação. Uma empresa júnior, criada para o programa, ajudará dando consultoria durante todo o processo, além de fazer o desembaraço fiscal e cuidar da logística, depois da chegada da mercadoria ao porto.