Um projeto de qualificação profissional do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Paraná está ajudando a pessoas desempregadas e com baixo nível de escolaridade e renda.

Trata-se do Caminhos da Profissão, que vem sendo realizado desde 2006 e já qualificou mais de 1,2 mil pessoas em todas as regiões do estado. De acordo com a gestora do projeto, Maria Carolina de Castro Leal, o objetivo é, além de ensinar um ofício, garantir uma formação cidadã para essas pessoas.

“Por se tratar de cidadãos com um certo risco social, garantimos também com esse projeto aulas de cidadania, para que eles continuem sendo pessoas de bem. Nós damos 160 horas de curso, dos quais 112 são para formação profissional e 48 para essa formação cidadã”, explica.

Leal conta que o retorno do projeto tem sido positivo. Dados de até 2008 apontaram que 10% das pessoas que fizeram o curso conseguiram trabalhar na área, com carteira assinada. Ela diz também que muitos dos que não conseguiram um emprego fixo conseguem trabalho na informalidade.

“Não temos uma estatística destes que trabalham de maneira informal, mas sabemos que graças a essa qualificação, estão conseguindo trabalhar. Nós ofertamos oito cursos nas áreas de Manutenção Predial, Serviços de Panificação, Automotivos, de Confecção e Vestuário, Eletricidade Predial, Marcenaria, Mecânica Industrial e Produção de Alimentos”, informa.

A gestora do projeto diz que o sucesso do programa deve-se a uma rede de parcerias, que acreditou no potencial. “Conseguimos formar uma rede com os nossos parceiros. Hoje em dia, é complicado achar pessoas com qualificação para desempenhar determinadas funções. Muitas das empresas que participam desse programa acabam contratando alunos para trabalhar. A nossa meta agora é expandir o Caminhos da Profissão para mais cidades em todo o Paraná”, afirma.

A maioria das pessoas que buscam essa qualificação são homens, mas Leal garante que muitas mulheres têm procurado pelos cursos. “As mulheres buscam, principalmente, o curso de confecção e vestuário. Mas elas também se interessam pelas outras qualificações. A faixa etária é bem diversificada. É normal encontrar jovens e pessoas mais velhas na mesma turma. Esse ano estreamos ainda o programa para deficientes físicos, que foi um sucesso e deve ser ampliado”, conta.

Após a conclusão do curso, os alunos recebem certificado e um kit com ferramentas da qualificação em que estudou. É fornecido ainda vale-transporte e lanche. Para poder participar do projeto, o candidato deve estar desempregado e maior de 16 anos.