Professores da UFPR, acompanhados de funcionários da Justiça Federal, do Ministérios da Fazenda, da Previdência Social e da Justiça do Trabalho, realizaram ontem, às 10h, um protesto contra o modelo de reforma da Previdência proposto pelo governo federal. A manifestação foi realizada na Praça Santos Andrade, na capital.

No último dia 13 eles conseguiram que a 5.ª Vara da Justiça Federal de Curitiba emitisse uma liminar, proibindo o governo federal de inserir propagandas a favor do modelo de reforma previdenciária nos veículos de comunicação, em todo território nacional. Se desobedecer, o governo terá que pagar uma multa de R$ 50 mil por inserção. O documento foi protocolado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs-PR), Sindicato dos Docentes do Cefet-PR e Associação dos Professores da UFPR (APUFPR).

Vitória

“Esta está sendo considerada a primeira vitória dos servidores contra a aprovação do modelo de reforma proposto”, disse o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal, Pedro Manuel dos Santos Neto. Os servidores querem que o modelo seja discutido com a sociedade. Caso isso não ocorra, ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado a partir da segunda quinzena do mês de junho.

Os manifestantes criticavam o novo teto para o resgate da previdência social de R$2.400,00, o fato de que os atuais servidores públicos não irão mais receber aposentadoria igual ao último salário da ativa, de que os atuais aposentados não terão direito aos mesmos reajustes do servidor em atividade, a redução do valor das pensões e o aumento da idade mínima para requerer aposentadoria.

“Estou muito revoltado. Tenho 43 anos de idade e trabalho com carteira assinada desde os treze. Pelas normas atuais, eu posso requerer aposentadoria daqui a cinco anos. Se o modelo proposto for aprovado, terei que chegar aos 60 anos para poder me aposentar. Então, terei trabalhado 47 anos direto, quase meio século sem folga para poder me aposentar”, se queixava o funcionário público do INSS Jaime Luiz Paiano. “O novo modelo vai contra os direitos dos trabalhadores”, conclui ele.