Protestos diferenciados paralisaram parcialmente ontem as unidades da Volkswagen de São Bernardo (ABC paulista) e Taubaté (interior de SP). A montadora não confirmou a informação. Os protestos, comandados pelos sindicatos dos metalúrgicos das duas regiões, é uma reação à decisão da montadora de transferir 3.933 funcionários considerados excedentes para a Autovisão, unidade de negócios que realocará o pessoal em outras empresas.

Em São Bernardo, a manifestação reuniu cerca de 5 mil metalúrgicos, que paralisaram suas atividades desde às 8h. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os empregados só retomaram suas atividades depois do almoço.

Antes disso, o sindicato realizou uma assembléia na porta da fábrica para avaliar a rodada de protestos, que completou ontem quatro dias.

No protesto de ontem foram atingidos os setores de manutenção, mecânica, ferramentaria e logística da Volks.

Segundo o presidente do sindicato, José Lopez Feijóo, os protestos continuarão até 1.º de setembro, data fixada pela Volkswagen para transferência dos chamados excedentes.

Em São Bernardo, existiriam 1.923 excedentes e mais 2.010 em Taubaté.

Taubaté

O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté realizou ontem uma paralisação parcial na unidade local da Volkswagen.

Segundo o presidente do sindicato, Antonio Oliveira, o protesto – de uma hora de duração – atingiu os três turnos de produção da montadora.

Segundo ele, o sindicato pediu para a Volks suspender a entrega das cartas informando que os excedentes seriam transferidos até 1.º de setembro, mas não foi atendido.

A Volkswagen reafirmou por mais de uma vez que cumprirá os acordos de estabilidade no emprego em vigor nas fábricas de Taubaté e de São Bernardo.

Em Taubaté, o acordo vence em fevereiro de 2004. A garantia de emprego de São Bernardo termina em novembro de 2006.

Segundo a Volks, a Autovisão é um projeto inovador que tem o objetivo de evitar o desemprego de seus funcionários, que poderão ser aproveitados em outras empresas ligadas à cadeia automotiva.