O aumento no salário mínimo nacional poderá impactar, direta ou indiretamente, sobre cerca de 35% dos empregados formais do Paraná. Essa fatia, que representa mais de 800 mil trabalhadores celetistas e estatutários, recebe até 1,5 salário mínimo por mês.

Os dados, informados pelo economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Paraná (Dieese-PR), são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2007.

Silva informa que o Dieese ainda não fez simulações do impacto financeiro do aumento. Mas ele prevê que a diferença deverá refletir diretamente na economia. “Grande parte desse aumento será consumido. Quem ganha salário mínimo não vai economizar essa diferença”, analisa.

Segundo Sandro, o novo piso deverá ser sentido, no Paraná, principalmente nos setores cujos trabalhadores têm rendimentos menores, como a agropecuária, o comércio, a construção civil e alguns segmentos da indústria, como o têxtil, o madeireiro e o de alimentos e bebidas. Para o economista, o aumento já deverá ser sentido nas próximas negociações coletivas.

O governo do Estado ainda não tem previsão de quando acontecerá o aumento do piso salarial regional, nem de qual seria um novo valor. Contatada, a Secretaria do Emprego, Trabalho e Promoção Social (Setp) informou que, se aprovado, um aumento possivelmente vigoraria a partir do dia 1.º de maio, como vem acontecendo nos últimos anos. O valor atual varia entre R$ 527 e R$ 548.