O governo decidiu rever os custos das concessões, e do conseqüente impacto nas tarifas de pedágio para as futuras concessões, depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) fez uma série de questionamentos sobre os critérios utilizados para o cálculo do pedágio. Por isso, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) terá que refazer todo o plano de investimentos das novas concessionárias de rodovias federais antes de lançar os editais de privatização de oito trechos.

Segundo o diretor-geral da agência, José Alexandre Resende, o tribunal não questionou o modelo de privatização, mas a ?alocação de custos?, ou seja, os gastos com conservação, manutenção, as margens operacionais e de retorno das empresas, componentes da tarifa cobrada do consumidor.

Pelo modelo de concessões elaborado pelo governo, o vencedor do leilão será o empreendedor que oferecer a menor tarifa de pedágio e também pagar a maior outorga.

Apesar do cronograma apertado, o governo ainda trabalha com a possibilidade de iniciar o processo de licitação ainda neste ano, segundo Resende. Antes do lançamento do edital, no entanto, os novos cálculos ainda terão que ser submetidos mais uma vez ao TCU. Pelo cronograma da ANTT, os novos estudos deverão ficar prontos nas próximas três semanas.

A tarefa da agência será otimizar os investimentos de forma que as despesas das concessionárias com as melhorias na rodovia ocorram sem pesar demais para o usuário. Para isso, será avaliado o momento em que cada intervenção deve ser feita na rodovia, pesando custos e benefícios para o usuário.

Entre os 3 mil quilômetros das oito rodovias federais que serão privatizadas estão Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte, e também a Régis Bittencourt, entre São Paulo e Curitiba.