O curitibano paga, em média, R$ 17,23 para almoçar fora de casa, de acordo com pesquisa encomendada pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert), que reúne operadoras do sistema de vales, tíquetes e cartões-refeição.

Entre as 22 cidades pesquisadas em todo o Brasil, Curitiba aparece em quarto lugar entre as refeições mais baratas, atrás de Blumenau (com média de refeição a R$ 16,35), Campo Grande (R$ 16,44) e Fortaleza (R$ 17,01). A média brasileira ficou em R$ 21,11. Na comparação com outros municípios da Região Sul, o valor médio de Curitiba é menor do que o pago em cidades como Porto Alegre (onde a média é de R$ 18,24), Florianópolis (R$ 19,82) e Joinville (R$ 20,72).

A pesquisa abrange as opções de almoço executivo (que em Curitiba ficou na média de R$ 20,83 o almoço), a la carte (R$ 23,69 em Curitiba), prato feito (R$ 10,63) e almoço por quilo (R$ 13,68) em restaurantes que aceitam os vale-refeição. A refeição completa para o trabalhadores inclui o valor de 500 gramas de alimento (ou o valor do prato mais vendido); um copo de suco ou uma lata de refrigerante; uma sobremesa e um cafezinho. O estudo foi feito pelo Instituto Análise no período de 22 de novembro a 16 de dezembro, com 3.256 entrevistados.

A alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) é atribuída aos alimentos, que ficaram 10,39% mais caros em 2010, o que engloba itens fundamentais da cesta básica do brasileiros, como feijão, carne e açúcar. Essa alta contribuiu para que as refeições feitas fora de casa ficassem mais caras.

No IPCA 2010, o aumento desse quesito foi de 10,62%, a segunda maior contribuição individual no índice. O aumento do preço dos alimentos teria sido influenciado pelo aquecimento da economia brasileira, pelo crescimento da demanda interna por alimentos e pela valorização das principais commodities agrícolas no mercado internacional.

Fatores já conhecidos apontam também para a ampliação do mercado de serviços de alimentação fora de casa, como o aumento das concentrações urbanas, que dificulta a locomoção do trabalhador até sua casa e o próprio hábito de comer fora – razoavelmente novo – decorrente do aumento do poder de compra dos brasileiros.

O Programa de Alimentação ao Trabalhador beneficia hoje mais de 13,3 milhões de trabalhadores, mais de 80% deles de baixa renda, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Mais da metade deles utilizam o sistema de refeição/alimentação-convênio. Veja o valor médio das refeições no País:

Arte/O Estado