Os ministros das finanças da zona do euro (Eurogrupo) irão concordar sobre a liberação da próxima parcela de 12 bilhões de euros para a Grécia, que faz parte do empréstimo de 110 bilhões de euros concedido no ano passado. A afirmação foi feita pelo comissário econômico da União Europeia, Olli Rehn, em nota distribuída hoje. O Eurogrupo irá se reunir no próximo domingo e na segunda-feira.

A zona do euro reúne os 17 países – entre eles a Grécia – que utilizam o euro como moeda. Rehn destacou que o Fundo Monetário Internacional (FMI), que também deve assinar a liberação da parcela, concordaria com a posição do Eurogrupo. O fundo tem resistido a aprovar a parcela sem um plano de financiamento sólido para a Grécia, com o qual o país possa honrar suas obrigações com dívida até, pelo menos, o ano que vem.

“Tenho confiança de que, no próximo domingo, o Eurogrupo será capaz de decidir sobre o desembolso da quinta tranche (parcela) de empréstimos para a Grécia no início de julho”, disse Rehn. “Confio que também será capaz de concluir as revisões pendentes, em concordância com o FMI”, acrescentou.

Acordo

O comissário indicou ainda que os ministros das finanças da zona do euro podem fechar um acordo, na reunião de domingo e de segunda-feira, de duas partes, garantindo financiamento para a Grécia até setembro. Essa solução precisará do aval do FMI. No encontro, o Eurogrupo deve aprovar a liberação da quinta parcela de 12 bilhões de euros para a Grécia, que ficou emperrada por oposição do FMI em emprestar os recursos ao país sem um plano de financiamento para, no mínimo, até 2012. Assim, com a liberação da quinta parcela, estaria assegurado à Grécia o cumprimento de seus compromissos com a dívida até setembro.

A segunda parte do acordo prevê deixar para o encontro do Eurogrupo de 11 de julho uma decisão sobre um novo programa de ajuda financeira à Grécia, embora as discussões envolvendo o conteúdo e as condições de um programa, assim como a natureza do envolvimento do setor privado, devam ser debatidos na reunião que começa no domingo.

Rehn afirmou que “ao fazer isso, evitaremos um cenário de default (não pagamento de dívida) e criaremos um caminho para um acordo sobre um estratégia de médio prazo”. Rehn revelou que têm havido dificuldades, “mas eu acredito realmente que, com essa abordagem de duas partes, em concordância com o FMI, podemos evitar qualquer cenário de acidente”. “Isso significa que o financiamento à dívida soberana da Grécia poderá ser garantido até setembro, enquanto em julho tomaremos as decisões para o médio prazo, para além de setembro.”