Os bons resultados do comércio varejista de agosto foram impulsionados pelo aumento da massa salarial, do emprego e da oferta de crédito, segundo avaliou hoje o técnico da coordenação de serviços e comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Reinaldo Pereira. “Há aumento da renda e do emprego, além de uma grande oferta de crédito. Todos esses fatores são muito importantes para o varejo”, disse.

Pereira destacou ainda a “estabilidade de preços” e o papel do câmbio na redução de preços em segmentos do varejo como supermercados, informática, celulares e eletrodomésticos. “O câmbio prejudica os exportadores, mas favorece o varejo, que pode fazer mais promoções”, disse. O IBGE divulgou hoje um aumento de 2,0% nas vendas do varejo em agosto ante julho e alta de 10,4% em relação a agosto do ano passado.

Alimentos

As vendas varejistas do segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo – que tem maior peso (cerca de 30%) na pesquisa do IBGE – responderam sozinhas por 3,5 ponto porcentual, ou 34% da alta de 10,4% nas vendas varejistas em agosto ante igual mês do ano passado. Esse segmento registrou alta nas vendas de 1,2% em agosto ante julho e elevação de 7,2% em relação há um ano antes.

Pereira atribui o crescimento da categoria à queda nos preços dos alimentos ocorrida em agosto e ao aumento na renda dos trabalhadores. A segunda principal influência no aumento das vendas no varejo em agosto ante igual mês do ano passado foi dada por móveis e eletrodomésticos (2,7 ponto porcentual). Essa atividade registrou aumento nas vendas de 2,9% em agosto ante julho e alta de 16,7% ante agosto de 2009. De acordo com Pereira, o segmento foi beneficiado pela disponibilidade de crédito e pela queda de preços de vários itens de bens de consumo duráveis em agosto.