Rato é o primeiro espanhol no cargo.

Washington – O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) nomeou ontem o ex-ministro da Economia da Espanha, Rodrigo Rato, para o cargo de diretor-gerente do organismo. O Conselho, composto por 24 membros, escolheu Rato, que disputava o cargo com o americano de origem egípcia Mohamed El-Erian, atual diretor de operações nos mercados emergentes da Companhia de Gestão de Investimentos do Pacífico (Pimco).

Rato se transforma no primeiro espanhol a dirigir a instituição financeira pública mais importante do mundo e sucede o alemão Horst Koehler, que renunciou ao cargo em março para ser candidato à presidência de seu país. Rato passará a dirigir o principal fórum financeiro mundial e credor público, que em seus 60 anos de existência redefiniu sua razão de ser em meio à controvérsia.

Em uma conferência na localidade de Bretton Woods (New Hampshire), representantes de 45 países chegaram à conclusão que os mercados às vezes falham e que é necessária a cooperação dos governos do mundo para garantir a estabilidade financeira. Esse pensamento foi a semente intelectual do Fundo Monetário Internacional (FMI), criado em julho de 1944 por iniciativa do economista britânico John Maynard Keynes e do secretário adjunto do Tesouro dos EUA Harry Dexter White.