Foto: Chuniti Kawamura

Secretário Bianchini: equilíbrio na oferta e procura.

Com boas expectativas para a produção de feijão safrinha, que começa a ser plantado mês que vem no Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) prevê que, em meados de abril, o consumidor comece a sentir no bolso a redução do preço do produto nos supermercados. O motivo é que, na segunda safra 2007/08, o Estado deve aumentar a área de plantio do grão em 32%, impulsionado pelos bons preços recebidos pelos produtores na comercialização do produto.  

Depois de tempos conturbados nas safras 2006/07 de feijão, quando a estiagem ocasionou uma longa entressafra e, com ela, redução da oferta e aumento dos preços, a recuperação começa aos poucos. As chuvas dos últimos meses ajudaram e a colheita da safra das águas (estimada em 433 mil toneladas), ainda que 22,3% menor que em relação a 2006/07, anima os produtores a investirem na safrinha. ?Com isso, a tendência é que a oferta e a procura se equilibrem?, antecipa o secretário da Agricultura e Abastecimento, Valter Bianchini.

Mas a boa notícia está condicionada ao clima. Se houver muita chuva, a produtividade pode cair e, com ela, a expectativa de preços melhores em Curitiba, o preço do feijão preto, que responde pela maior parte da produção do Estado, pode chegar a quase R$ 5 o quilo. ?Se o tempo ajudar, devemos ver esse equilíbrio (oferta e procura) em meados de abril, quando começa a colheita da safra de inverno?, diz o secretário.

Segundo o Deral, nesta segunda safra a área de feijão plantada no Estado deve chegar a quase 195 mil hectares, com uma produção estimada de quase 328 mil toneladas. O produtor recebe atualmente, em média, R$ 84 pela saca do feijão preto e R$ 146 pelo de cor, contra os R$ 110 e R$ 250 cobrados há um mês por estes produtos.

Milho

Depois de ser o primeiro em produtividade de milho ano passado, o Estado prevê plantar nesta segunda safra 2007/08 1,61 milhão de hectares da commodity, área 8,7% maior que a safra anterior, chegando a uma produção de 6,5 milhões de toneladas, um milhão a mais que em 2007. ?O milho e a soja têm tendência de obter preços melhores que em 2007, já que a expectativa interna e externa é de demanda acentuada?, pontua Bianchini. Hoje, o preço médio recebido pela saca é de R$ 22,94, enquanto que a média de janeiro de 2007 foi de R$ 16,56/saca.