Brasília

– O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, anunciou ontem o quinto levantamento para a safra 2002/2003, informando que o país vai colher uma safra recorde de 120,2 milhões de toneladas de grãos. Esse número representa um crescimento de 24,2%, ou 23,4 milhões de toneladas, em relação à safra 2001/2002.

“Esse é um dado absolutamente espetacular que se deve a dois motivos: o primeiro é o clima favorável e o outro, o forte aparato tecnológico utilizado pelos produtores”, disse Rodrigues.

A área cultivada na safra 2002/2003 também vai crescer e está estimada em 43,4 milhões de hectares, o que representa um aumento de 8%, ou 3,2 milhões de hectares em relação à safra anterior.

Os principais produtos da safra são soja, milho e trigo. No caso da soja, a produção estimada é de 52,21 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 24,6% em relação ao período passado. Rodrigues lembrou que este ano o Brasil vai se tornar o maior produtor de soja do mundo, superando os Estados Unidos.

A produção de milho está estimada em 11,07 milhões de toneladas, com aumento de 79,1% em relação à safra 2001/2002. Já o trigo vai ter uma produção de 4,55 milhões de toneladas, com um crescimento de 56% em relação ao período anterior.

Soja

As exportações de soja do Brasil na safra 2002/2003 deverão superar US$ 8 bilhões, segundo estimativa do Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, tornando-se o país que mais irá faturar com a exportação de soja. Com esse resultado, o Brasil deverá superar a marca alcançada pelos Estados Unidos, que é de US$ 7,5 bilhões.

O ministro também destacou a estimativa de um saldo comercial com as vendas externas de algodão de US$ 203 milhões. Apesar da redução na área plantada em 1,1%, o levantamento da Conab aponta para um crescimento de 11% na produção.

Rodrigues também afirmou que o agronegócio brasileiro está “se portando de maneira pacífica, tranqüila” e vem atendendo a demandas internas sem deixar de sustentar o saldo comercial, que acumulou US$ 23 bilhões nos últimos 12 meses até maio.

A expectativa do ministro é a de que o agronegócio encerre o ano com um saldo comercial próximo desse valor.