Bancários de todo o País decidiram iniciar nesta terça-feira (6) greve por tempo indeterminado. A categoria rejeitou a proposta de 6,5% de reajuste salarial, mais abono de R$ 3.000,00, apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e por isso irá cruzar os braços. Em Curitiba, mais de 250 bancários votaram a favor do movimento.

“Não houve avanços na mesa de negociação e, na avaliação do Comando Nacional, agora ratificada pela assembleia da categoria, somente a mobilização pode pressionar os banqueiros”, disse Elias Jordão, presidente de Sindicato dos Bancários de Curitiba e região.

 

Fuja da greve!

Durante a greve, pra quitar uma dívida, a orientação aos clientes é utilizar os canais alternativos disponibilizados pelos bancos, como os caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos para celular e o serviço dos correspondentes bancários, como as lotéricas (Caixa Econômica Federal) e Coban (Banco do Brasil).

Alerta

O Procon-PR alerta que nenhum prejuízo pode ser imposto aos consumidores por causa da greve dos bancários, anunciada pela categoria para começar nesta terça-feira (6).

De acordo com secretário de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, Artagão Júnior, questões entre empregados e empregadores não podem prejudicar os consumidores. “O consumidor não pode ser prejudicado, porém é importante buscar todos os esclarecimentos a respeito dos pagamentos de faturas, para que mais tarde não venha a ter problemas com os credores”.

O órgão de defesa de consumidor orienta ainda que se algum consumidor tiver qualquer prejuízo, deve formalizar reclamação no Procon-PR, podendo também utilizar a plataforma www.consumidor.gov.br para reclamar.

Claudia Silvano, diretora do Procon-PR, esclarece ainda que cabe ao credor disponibilizar meios alternativos de pagamento para o consumidor, evitando assim a cobrança de juros ou outros encargos.

É importante, todavia, lembrar que existem opções para realização de algumas transações como pagamentos, por exemplo, que podem ser feitos pela internet e em lotéricas, farmácias, mercados.

Confira as dicas que Claudia Silvano tem, sobre os direitos do consumidor