O comércio varejista, um dos setores que mais tem puxado o crescimento econômico do País, está passando por um momento de transformação. Se, por um lado, a tecnologia está mudando a forma com que se chega e se vende ao consumidor, por outro o consumo está em uma curva rápida e ascendente, resultado do crescimento da classe C.

Todo esse mercado tem uma série de novas exigências, que nem todos comerciantes conseguem acompanhar. Ontem, muitos deles tiveram a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre esses temas, durante um evento em Curitiba.

O Fórum Varejo em Revolução, promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR), trouxe empresários, executivos e especialistas em assuntos como sustentabilidade, responsabilidade empresarial, redes sociais, formatos de venda e relacionamento entre marcas e clientes, para apresentar como é o varejo do futuro. A conclusão foi de que esse futuro já está acontecendo.

“Antigamente, o comércio varejista era apenas baseado em lojas, mas isso já evoluiu amplamente. Ao mesmo tempo, vieram mídias sociais, meios digitais e a explosão da classe C, tudo ao mesmo tempo. Sem falar no aumento nos níveis de exigência dos consumidores”, resume o diretor-superintendente do Sebrae/PR, Allan de Campos Costa.

Para ele, é importante que os varejistas estejam preparados para essa transformação. “Vão tirar maior proveito os que estiverem antenados com as tendências”, conclui.

Um dos palestrantes do evento, Roger Castagno Jr., gerente de Desenvolvimento Corporativo da Bematech, é um dos que confirma essa necessidade de atualização.

Segundo ele, muitos varejistas, principalmente os menores, acabam não utilizando, por falta de conhecimento, todo o potencial de equipamentos que às vezes já possuem.

“Precisamos fazer uma união entre as soluções para pontos de venda e a capacitação dos donos desses pontos, que muitas vezes recorrem a seus filhos nesses assuntos”, diz.

Social

O empresário Fillipe Neyl Walecki, da Agência WX, voltada à internet, participou do evento também com interesse em estabelecer contatos na área. Para ele, os comerciantes têm que ficar atentos a novos canais de relacionamento com consumidores, como as redes sociais.

“Uma vez que um cliente faz uma crítica ou tem uma dúvida sobre um produto, isso pode se espalhar rapidamente e fugir do seu controle”, explica, recomendando que esses meios sejam constantemente monitorados e que as respostas sejam rápidas, para que críticas possam ser contidas e elogios possam ser aproveitados.