O grupo Forquímica, de Cambira, Norte do Paraná, apresentou projeto para produção de estévia ao secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini. O cultivo e o fornecimento da planta seria feito por agricultores familiares para a indústria Stévia Natus. O projeto prevê a implantação de 150 hectares de estévia nos próximos três anos. Segundo a empresa, o empreendimento poderia gerar receita de US$ 600 mil por ano, que seriam divididos para um mínimo de 150 pequenos produtores familiares de assentamentos rurais e grupos de agricultores instalados numa área de até 50 quilômetros da indústria já instalada.

Os diretores da Stévia Natus solicitaram incentivo aos agricultores, como assistência técnica, melhoria das variedades e recursos para investimentos do produtor. O projeto foi bem recebido pelo secretário Valter Bianchini, que o enviou para avaliação técnica do Instituto Emater e do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

A estévia é um adoçante natural com grande demanda nos mercados interno e externo. O grupo já investiu R$ 10 milhões na planta industrial e agora busca apoio do governo para expansão. Atualmente, existem no Paraná duas indústrias de extração dos princípios adoçantes das folhas secas da plantas e ambas importam 100% do Paraguai, que é o maior produtor mundial da planta.

Para Bianchini, a estévia não é uma planta potencial, mas sim uma realidade no Paraná, que está entre os estados com melhores condições para o seu cultivo. A região Norte do Estado apresenta características de clima tropical, quente e úmido, consideradas ideais para o cultivo da planta.

Segundo o diretor da Forquímica, Edson Geraldo Rosini, trata-se de uma planta que requer pouco espaço, sendo ideal para a agricultura familiar, mas que exige cuidados, como se fosse um jardim. Conforme o projeto apresentado, o plantio deve começar em áreas pequenas, entre três a cinco mil metros, para o produtor conhecer e se familiarizar com a planta. Segundo Rosini, a planta não é alvo de ataque de pragas, mas precisam de cuidados permanentes como capina e irrigação.

A produção esperada é da ordem de 4 a 1 mil quilos de folhas secas por hectare/ano. Segundo Rosini, conforme as cotações internacionais a empresa paga o equivalente a US$ 1 por quilo de planta. ?Se considerarmos que um hectare de planta rende cinco mil quilos de folha, o agricultor vai receber US$ 5 mil por ano em receita bruta?, calculou.