O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) apurado até terça subiu 0,92%, em comparação com a elevação de 0,89% na prévia anterior. A informação é da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com este resultado, o índice voltou a registrar a maior taxa de variação desde a terceira semana de maio de 2005, quando subiu 0 99% (o resultado da prévia anterior também foi a mais forte alta desde essa época).

Segundo a FGV, a principal influência para aceleração do índice, foi a movimentação de preços do grupo Educação, Leitura e Recreação, cujos preços subiram mais (de 0,72% para 1,20%), na passagem da primeira para a segunda prévia do IPC-S.

Das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, quatro apresentaram elevação de preços mais intensa, no período. Além do grupo Educação, é o caso de Alimentação (de 2,13% para 2 18%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,37% para 0,51%); e Habitação (de 0,11% para 0,15%). Outros dois grupos registraram desaceleração de preços, no mesmo período. É o caso de Vestuário (de 0,66% para 0,08%) e Transportes (de 0,88% para 0,72%). Já o grupo Despesas Diversas manteve o mesmo nível de elevação, no período (de 0,42%).

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, no âmbito da segunda prévia do IPC-S, a FGV informou que as mais expressivas altas de preço foram registradas nos setores de alimentação e tarifas. Segundo a fundação, as elevações de preços mais significativas foram apuradas em feijão carioquinha (36,38%); tomate (31,28%) e tarifa de ônibus urbano (1,26%).

Por sua vez, as deflações de preço mais expressivas foram verificadas no setor de alimentação. É o caso das quedas de batata-inglesa (-8,78%); limão (-14,53%) e leite tipo longa vida (-1,01%).