Brasília  – O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), pediu ontem explicações à ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, a respeito de um suposto vazamento que teria existido na divulgação, pela Petrobras, da descoberta e do potencial de nova reserva de gás natural na Bacia de Santos. De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os dados foram repassados a um grupo restrito de investidores e não divulgadas amplamente, como é praxe ocorrer na empresa.

No requerimento encaminhado à ministra, o líder afirma que “a Petrobras está, no mínimo, em posição suspeita diante dessa informação de gravidade imensurável, que exige providências imediatas”.

Virgílio adiantou, da tribuna do Senado, que se a resposta de Rousseff não for convincente, ela será convocada a depor, juntamente com o presidente da empresa, José Eduardo Dutra. “São informações que a nação tem o direto de saber”, alegou.

Ele leu o informe em que a Petrobras, por intermédio de seu diretor financeiro, Sérgio Gabrielli, informa que não comunicou o fato oficialmente à CVM e à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) “porque a mudança ainda não se constituia um fato financeiro, dependendo ainda de avaliações técnicas e de comercialidade”. Para o líder tucano, trata-se de “uma resposta estapafúrdia”.

“Relevante, talvez, venha a ser a descoberta de petróleo em Marte, que este mês está mais próximo da Terra”, ironizou. Virgílio disse que o fato se encaixa entre “as coisas estranhas que andam acontecendo no governo petista do presidente Lula”.

Ele insistiu que quer saber se alguém operou no mercado após ter acesso privilegiado a informações da “maior empresa brasileira e a de maior lucro em dólares entre mil outras empresas da América Latina”.