O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira, 1º, que é melhor se manter realista sobre as dificuldades de se aprovar a reforma da Previdência na Casa ainda este ano. “É melhor ser realista do que ser muito otimista”, afirmou o democrata, no Rio, após participar de um evento sobre segurança pública na Procuradoria Geral do Estado.

“A gente sabe que está muito distante dos 308 votos (necessários à aprovação), mas também que a única forma de melhorar a questão da segurança é reformar o Estado. Se você não organizar a despesa, não tem como conseguir dinheiro para as áreas fundamentais. A reforma é que vai garantir os investimentos e manter os salários dos servidores em dia”, defendeu Maia.

“Os mais pobres, que ganham um ou dois salários mínimos, estão financiando a Previdência dos que ganham perto de R$ 30 mil, que estão em todos os poderes. Não quero atacar A, B ou C, mas não é justo, por mais que a aposentadoria pelo tempo de serviço seja um direito. Vamos enfrentar o tema, que é polêmico, mas com a certeza de que se nós conseguirmos que quem ganha mais trabalhe mais a gente vai ter condição de olhar para frente e construir um planejamento para investir”, continuou Maia.

PF

O presidente da Câmara garantiu que os servidores da Polícia Federal não ficarão de fora da reforma, mas ressalvou que os pleitos feitos pelo novo superintendente, Fernando Segovia, serão atendidos.

Os policiais poderão se aposentar com idade mínima de 55 anos e terão direito à integralidade do salário mesmo tendo ingressado no serviço público depois de 2003, em respeito a uma decisão judicial. “Ele (Segovia) não pediu para que a PF fique fora da reforma. A PF está muito bem atendida, a reforma é muito transparente. Vai ficar claro que o que eles têm garantido por liminar ficará garantido. E depois da emenda constitucional, aí todos serão iguais, poder Executivo, Legislativo e Judiciário, todos irão para o regime geral, como o servidor federal. Os novos servidores a partir da emenda também vão estar no teto geral da Previdência, o que é justo: todos com as mesmas regras.”