A rentabilidade das empresas foi de 5% em média no ano passado, segundo uma pesquisa divulgada pela Serasa. A taxa manteve-se praticamente no mesmo nível se comparada à rentabilidade de 2004 (5,1%) e de 2005 (5,3%).

O rentabilidade teve ligeira queda no ano passado por causa dos impactos da valorização cambial na indústria. Neste setor, o indicador apresentou recuo de 5,5% em 2006 e de 6,1% no ano anterior. "Com a valorização do real, a rentabilidade das exportações de bens industriais foi reduzida. Mas, em contrapartida, o efeito cambial foi positivo para aqueles segmentos que importam parte dos custos e também para as empresas com dívidas em dólar", afirmaram os analistas da Serasa.

O setor de serviços atingiu o patamar de 7% em 2006, a mesma taxa observada nos dois últimos anos (em 2004 foi de 7% e em 2005, 7,1%), e é superior à da indústria e do comércio. De acordo com a pesquisa, as empresas que atuam como prestadoras de serviços de utilidade pública foram favorecidas pelas condições de consumo e pelo nível de atividade da economia doméstica. "Um exemplo do bom desempenho é o setor de saneamento básico que apresentou aumento do consumo de água e da coleta de esgoto, pela expansão do número de usuários e pela alta dos investimentos.

A rentabilidade das empresas do setor do comércio foi de 2% no ano passado. A pesquisa revelou que no período de 2001 a 2003 a média da margem de lucro ficou em torno de 1,2% e, entre 2004 e 2006, ela passou para 2,1%. Os principais fatores para este bom desempenho, segundo o levantamento da Serasa, foram o aumento da margem do setor supermercadista com a venda de eletrônicos e eletrodomésticos, com lucratividade maior que os alimentos, e a ampliação das concessionárias de veículos na prestação de serviços em conjunto com a maior atenção à venda de carros usados.

A Serasa realizou o estudo com uma amostra de 43.300 balanços contábeis – fechados em 31 de dezembro de 2006 -, dos quais 10.400 são da indústria, 18.800 do comércio e 14.100 do setor de serviços.