Os pedidos de falência acumularam alta de 0,8% no primeiro semestre deste ano, ante igual intervalo do ano passado, chegando ao total de 798, segundo pesquisa da Serasa Experian. Somente em junho foram 159 solicitações, alta de 16,9% sobre maio e de 39,5% em relação a junho de 2014.

Outra pesquisa semelhante, da Boa Vista SCPC, havia apontado alta de 9,2% nos pedidos de falência no primeiro semestre, mas os números absolutos são diferentes. Neste caso, o total nos seis primeiros meses do ano foi de 868 solicitações. Apesar de a fonte original dos dados ser a mesma nos dois estudos (fóruns, varas de falências e Diários Oficiais e da Justiça dos Estados), existem algumas diferenças metodológicas, como a data considerada para o pedido. Enquanto uma empresa computa o dia do pedido, a outra conta a data da disponibilização do documento pelo cartório.

Na pesquisa da Serasa, dos 798 pedidos de falência no primeiro semestre, 410 foram de micro e pequenas empresas (alta de 1,74% na comparação com o mesmo período de 2014), 181 de médias empresas (recuo de 7,65%) e 207 de grandes empresas (alta de 7,25%).

Nos seis primeiros meses de 2015 a Serasa contabilizou 448 casos de falência decretada, uma alta de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já os pedidos de recuperação judicial somaram 492 no primeiro semestre, avanço de 18,8% ante igual intervalo de 2014 e o maior patamar para o período desde 2006, após a entrada em vigor da nova Lei de Falências (em junho de 2005). As recuperações deferidas totalizaram 422 casos, crescimento de 25,2%.

De acordo com os economistas da Serasa, o atual quadro recessivo da atividade econômica dificulta a geração de caixa das empresas, impondo dificuldades. Além disso, as sucessivas elevações das taxas de juros aumentam as despesas financeiras, agravando a situação da solvência empresarial.