O setor de serviços registrou crescimento nominal em 18 das 27 Unidades da Federação em janeiro, ante igual mês de 2014, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgados nesta terça-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, em São Paulo, que responde por quase um terço da pesquisa, a alta foi de apenas 0,4%. O Estado foi atingido pelo corte de gastos de empresas privadas.

“São Paulo é o Estado que tem a maior concentração empresarial, e é por isso mesmo que tem o maior peso dentro do setor de serviços. Então as maiores empresas que justamente reduziram essa contratação de serviços estão em São Paulo”, justificou Roberto Saldanha, técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. Os subsegmentos mais atingidos pelos cortes em São Paulo foram os serviços de informática, telecomunicações e serviços técnico-profissionais como um todo, apontou Saldanha.

Já os destaques de alta foram Rio Grande do Norte (9,2%), Ceará (7,2%) e Pará (6,6%), mas o IBGE ressalta que essas regiões foram impulsionadas pelo setor de turismo no mês de janeiro. O crescimento foi bem mais modesto nos locais com peso maior na pesquisa, como Rio de Janeiro (2,5%), Minas Gerais (2,0%) e Distrito Federal (2,8%).

“O Distrito Federal, que tem peso muito grande do setor público, cresceu muito pouco também. Isso mostra que o próprio processo de contenção de gastos do governo afeta as contratações de serviços”, apontou o pesquisador. “No Rio de Janeiro, houve redução dos setores de publicidade e propaganda, consultoria e, principalmente, serviços de engenharia”, acrescentou Saldanha.

Os Estados com retração nos serviços em janeiro foram Alagoas (-7,4%), Amapá (-4,7%), Roraima (-4,1%), Piauí (-3,2%), Sergipe (-3,1%), Acre (-1,6%) Maranhão (-0,8%) e Paraíba (-0,3%). O Amazonas não apresentou variação em janeiro de 2015 em relação a janeiro de 2014.