´Servidores do Ministério do Trabalho fazem paralisação de 48 nesta quinta-feira (15) e sexta-feira (16) em protesto contra a não implementação do Plano de Carreira e para reivindicar a continuidade da carga horária de seis horas diárias. Em todo o Paraná, cerca de 50% da categoria aderiu ao movimento, de acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs).

Com a paralisação, estão suspensas a emissão de carteiras de trabalho, seguro desemprego e outros atendimentos administrativos da Superintendência Regional do Trabalho, em Curitiba e nas gerências regionais do interior.

“Precisamos de um Plano de Carreira específica para a categoria. Essa reivindicação é longa, mas a expectativa de acordo não é boa. Estamos sendo levados em banho-maria há mais de 1ano”, salienta o servidor administrativo, Gilberto Félix, membro do Sindprevs.

 

A categoria também pede que seja mantida a carga horária de seis horas diárias, com dois turnos. “Assim, seriam abertas mais vagas de trabalho, sem sobrecarga de serviço”, acredita. Os servidores reivindicam, ainda, melhores condições de trabalho, convocação dos aprovados no último concurso e reajuste salarial.

Félix reforça que as reivindicações partem de uma promessa feita pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. “Logo que o ministro assumiu o cargo, esteve em Curitiba com a promessa que a questão do Plano de Carreira e da carga horária seriam revistos, mas até agora nada aconteceu”.

Na tarde de hoje, acontece uma rodada de negociações em Brasília. Se não houver acordo com o governo federal até 28 de outubro, os trabalhadores entrarão em greve por tempo indeterminado.