As contas do setor público acumularam um superávit primário de R$ 16,224 bilhões no primeiro semestre de 2015, o equivalente a 0,57% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor da série histórica. Segundo o Banco Central, em igual período do ano passado, o resultado ficou positivo em R$ 29,380 bilhões.

Desde o anúncio da nova equipe econômica para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o BC vem dizendo que o esforço fiscal tende a seguir o caminho da neutralidade em 2015, podendo até mesmo apresentar um viés contracionista. Depois da redução da meta fiscal de 1,13% do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,15%, o BC ainda não se pronunciou clara e oficialmente sobre esse tema. A única possível menção ao fato teria sido feita pelo diretor de Política Econômica, Luiz Awazu Pereira da Silva, no dia 24, de que havia “novos riscos” para a inflação de 2016.

O resultado fiscal de janeiro a junho foi influenciado pelo déficit de R$ 1,911 bilhão do Governo Central (0,57% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 19,294 bilhões (0,68% do PIB). Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 16,426 bilhões, os municípios alcançaram um saldo positivo de R$ 2,868 bilhões. As empresas estatais, no entanto, tiveram um resultado negativo de R$ 1,159 bilhão no período.