O preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) da Petrobras vai ficar 63% acima da cotação internacional, a partir desta sexta-feira, 25, quando será reajustado em 12% nas refinarias. Pelas contas do SindiGas, que reúne distribuidoras do combustível, com o dólar a R$ 4,15, a tonelada do gás no Brasil passa a custar R$ 1.780, enquanto, no mercado internacional, é vendida a R$ 1.120.

Para o consumidor, o aumento esperado é de 8% a 10%, segundo fontes.

Hoje, a Petrobras importa 24% do volume total que vende em suas refinarias, e por isso tem os custos influenciados pelo dólar, que disparou nos últimos dias. Os demais 76% são produzidos a partir do petróleo nacional.

“Não posso dizer que o aumento anunciado hoje tem o objetivo de gerar caixa para a Petrobras. O que me causa estranheza é o preço estar 63% mais alto no Brasil”, disse o presidente do SindiGas, Sérgio Bandeira de Mello.

No dia primeiro deste mês, a Petrobras já havia reajustado o preço do gás de 13 kg, de botijão, conhecido como gás de cozinha, em 15%. Há 13 anos a estatal não promovia reajustes. Mesmo com o aumento, os preços internos desse produto se mantiveram 10% abaixo da cotação internacional, segundo o SindiGas.

No caso do gás de cozinha, qualquer aumento tem impacto direto na inflação. Já produtos vendidos em embalagens superiores a 13 kg – foco do reajuste anunciado hoje – não são considerados na formação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Do total de GLP vendido nas refinarias da Petrobras, 71% são comercializados em botijões de 13 kg e os demais 29%, em embalagens maiores.