A situação da economia brasileira é a pior desde o início de 1991, avaliam economistas ouvidos na Sondagem da América Latina, divulgada nesta quinta-feira, 13, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No trimestre até julho, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 9,1%, para os 20 pontos, o menor patamar possível na pesquisa e igual ao observado em janeiro e julho daquele ano.

“Foi uma piora muito abrupta, muito repentina. Num espaço de tempo curto, houve deterioração muito grande das condições econômicas. Naquela época (em 1991), o esgarçamento da economia já vinha de antes”, explicou a economista Lia Valls, coordenadora da sondagem.

As expectativas, porém, ficaram estáveis no trimestre até julho em relação aos três meses até maio, segundo a FGV. “É um momento de incerteza tão grande que as pessoas estão esperando para ver o que vai acontecer. Isso significa mais perplexidade do que qualquer outra coisa”, disse Lia.