Convites para a festa de aniversário do filho, várias versões de um relatório, cópias de um documento distribuídos para todos os setores da empresa. Pelos mais variados motivos, as empresas gastam quantias elevadas com impressão. Na maioria das vezes, não tem idéia do custo nem do conteúdo impresso. Porém adotando soluções integradas, o segmento corporativo tem conseguido reduzir em até 60% o custo da impressão de grandes volumes com dados variáveis. Em média, o gasto com a operação diminui de 30% a 40%.

“A palavra-chave é disciplina. Quando você coloca um software gerenciador, que contabiliza quanto cada setor está gastando, evita o desperdício”, aponta Caden Fridman, diretora de Vendas e Marketing da HP do Brasil e diretora de tecnologia da Associação Brasileira de Usuários de Sistemas de Documentação Eletrônica.

A região Sul é o mercado que mais cresce no segmento da indústria de processamento de informação e documentos, representando 45% do total das operações do setor. De olho nesse potencial, a empresa carioca Leotech, parceira da HP do Brasil e da Solimar Systems (EUA) inaugurou ontem uma filial em Curitiba. “A indústria de negócios do Sul tem sido a grande locomotiva do País nos últimos cinco anos”, justifica Aluisio Vaz, diretor comercial da Leotech. “Em 14 dias úteis de trabalho em Curitiba temos uma lista de 41 negócios prováveis e já tivemos condições de colocar cinco propostas concorrendo no mercado”, relata o diretor da operação Sul, Marcelo Delcourt.

“Historicamente, as médias e grandes empresas gastavam 7 a 10% do orçamento com a área de informação (impressão, cópia e distribuição). Hoje, gastam em torno de 5% e estimam chegar a 3% do faturamento”, detalha Marcelo. Dentro do custo administrativo das corporações, que gira em torno de 18% da receita, “qualquer redução que se consiga é muito grande”, salienta. De acordo com ele, em médio prazo, a filial de Curitiba pretende atingir a fatia de 50% do faturamento do grupo Leotech.

Um dos diferenciais das soluções da empresa, segundo o diretor-geral Jorge Luiz de Vasconcellos, são os contratos abertos, que podem ser cancelados a qualquer momento por uma das partes. “Buscamos muito a inovação, não só na parte tecnológica, mas na parte comercial e no relacionamento com os colaboradores, parceiros e clientes”, explica.