A queda do Produto Interno Bruto (PIB) do setor agrícola no segundo trimestre deste ano foi considerada relativamente pequena pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, levando-se em consideração os efeitos da crise financeira internacional sobre o mercado doméstico – em especial a falta de crédito para o setor. “O PIB ficou praticamente dentro do que a gente previa”, considerou o ministro, que passou o dia hoje em Curitiba.

De acordo com números divulgados hoje pelo IBGE, o setor apresentou queda de 0,1% no segundo trimestre na comparação com o primeiro trimestre e de 4,2% ante igual período de 2008. “Não podemos medir a agricultura nos mesmos padrões em que se mede a atividade de serviços, indústria e comércio, pois o setor possui um calendário próprio”, alegou. Ele deu como exemplos a soja e o trigo, cujas colheitas estão concentradas, respectivamente, no primeiro e no terceiro trimestre do ano. “A comparação de um trimestre para o outro não pode ser feita por conta da sazonalidade.”

Já em relação à comparação dos segundos trimestres de 2008 e 2009, Stephanes salientou o impacto que houve no setor por conta do período de seca, quando houve perda de 6 milhões de toneladas de grãos, em especial nos Estados do Sul do País. “Neste momento, a queda do PIB do setor não ocorreu por razões econômicas”, disse. Um indício disso, segundo ele, foi o fato de a área plantada na safra atual ter sido maior do que a da safra anterior.

As perspectivas para o setor no acumulado do ano são positivas, na avaliação do ministro, devendo apresentar crescimento na comparação com 2008. “Se o clima se mantiver bem, as perspectivas são boas, pois a intenção de plantio continua normal. Mas dependemos do clima…”, ressaltou.