Os hipermercados e supermercados passaram a liderar o comércio varejista na última década, ganhando o espaço das lojas de departamentos, eletrodomésticos e móveis. Pesquisa sobre o comércio elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a participação do segmento no setor pulou de 19,1%, em 1990, para 24,9%, em 2000. Estes estabelecimentos também deixaram relegados a segundo plano ramos do setor alimentício como armazéns e mercearias.

Enquanto isso, o comércio tradicional de armazéns e mercearias fez caminho inverso, diminuindo de 15,0% para 8,5% sua participação no faturamento total do comércio. “Sempre vão existir os armazéns, mas os supermercados conseguem ganhos de escala, têm faturamento muito maior e já estão presentes em pequenos municípios, de 10 mil habitantes”, disse o gerente de Análise de Dados do Departamento de Comércio e Serviços do IBGE, Roberto Saldanha.

A pesquisa mostrou também que o número de lojas dos 500 maiores supermercados se reduziu, mas as que ficaram são as maiores. Com isso, a receita por estabelecimento aumentou de R$ 6,3 milhões em 1990 para R$ 14 milhões em 2000. A remuneração mensal dos empregados nestes 500 maiores supermercados caiu da média de 3,7 salários mínimos em 1990 para 3,5 salários mínimos em 2000.