O segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 6,7% nas vendas em maio em relação ao mesmo mês do ano passado, respondeu, sozinho, por 78% da alta de 4,0% das vendas do comércio varejista, segundo divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O técnico da coordenação de serviços e comércio do instituto, Reinaldo Pereira, disse que esse segmento prossegue sendo influenciado positivamente pelo “aumento da massa salarial e pelo comportamento dos preços”.

Esse setor do varejo, que tem maior peso na pesquisa mensal de comércio, registrou variação nas vendas de 0,1% em maio em relação a abril e, em 2009, acumula alta de 6,5%. No acumulado dos 12 meses encerrados em maio, o segmento registra alta de 5,4%.

Já as vendas de móveis e eletrodomésticos caíram 6,3% em maio, em relação ao mesmo mês do ano passado. A baixa ocorreu apesar de o governo ter reduzido o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos produtos da linha branca (geladeiras, fogões e lavadoras).

Segundo Pereira, o resultado reflete “restrição de crédito e cautela dos consumidores”. Em relação a abril, as vendas de móveis e eletrodomésticos subiram 0,1%, revertendo as quedas ante o mês anterior apuradas em março (-2,4%) e abril (-2,0%).

No ano, as vendas de móveis e eletrodomésticos acumulam queda de 2,6%. Nos 12 meses encerrados em maio, o resultado ainda é positivo (6,3%).

Veículos

As vendas do comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos e materiais de construção, entre outros itens, subiram 3,7% em maio, na comparação com abril. Em relação a maio de 2008, o crescimento foi de 3,3%, segundo o IBGE.

Ante o mês anterior, houve alta nas vendas de veículos e motos, partes e peças (8,0%) e de materiais de construção (5,7%). Na comparação com maio do ano passado, as vendas de veículos e motos subiram 4,0%, enquanto as de material de construção caíram 8,2%.