A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) em julho foi de 10,3%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada ontem pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É o maior índice desde dezembro de 2002, quando começou a nova metodologia da pesquisa. Em maio e junho, a desocupação atingiu 10,2% da população economicamente ativa da RMC. Em relação a junho, o número de desempregados teve alta de 1,5% na Grande Curitiba, passando de 136 mil para 138 mil pessoas.

De acordo com o Ipardes, o aumento de 1,0% no índice de desemprego de julho aponta estabilidade. “Estatisticamente, não há diferença em relação ao mês anterior por causa do erro amostral de 4,4%”, explicou a diretora do Centro Estadual de Estatística do Ipardes, Sachiko Araki Lira. Apesar da variação pequena, a Grande Curitiba passou da segunda para terceira colocação entre as menores taxas de desemprego do País, atrás de Porto Alegre (9,5%) e Rio de Janeiro (9,6%). Nas outras regiões pesquisadas pelo IBGE, os índices foram os seguintes: Salvador (17,6%), São Paulo (14,5%), Recife (14,2%), Belo Horizonte (11,4%). A taxa de desemprego da RMC ficou abaixo da média nacional de 12,8% referente às outras seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE.

Para agosto, Sachiko projeta que a taxa de desemprego fique próxima do índice de julho, com possibilidade de pequena redução. “Normalmente, o segundo semestre se caracteriza por queda na taxa de desemprego. A indústria começa a contratar em agosto para o final de ano. Em outubro, é a vez do comércio.”

Indicadores

A população em idade ativa (com 10 anos de idade ou mais) cresceu 0,4% de junho para julho, totalizando 2,233 milhões de pessoas. Houve acréscimo de 0,5% na população economicamente ativa (que chegou a 1,345 milhão), de 0,4% na ocupação (somando 1,207 milhão) e de 0,3% na população não economicamente ativa (totalizando 888 mil pessoas). A taxa de atividade, que indica a proporção de pessoas empregadas e procurando emprego, continua a maior do País: 60,2%.

O grupo de atividades que mais contratou foi “comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis” (8 mil vagas), seguido da construção civil (6 mil). A maior queda ocorreu em “administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços sociais”, que eliminou 9 mil postos de trabalho, acompanhado pela “indústria extrativa e de transformação, e produção e distribuição de eletricidade, gás e água” (-6 mil).

Houve ampliação de 15 mil empregos com carteira, que passaram a 598 mil, e de 6 mil sem carteira, que totalizaram 205 mil. A RMC mantém a maior proporção de emprego formal (49,5%) entre as seis regiões pesquisadas no País.

Aumentou o tempo médio de procura por emprego na RMC. A maior parte (45,4%) ainda levou 31 dias a 6 meses para encontrar colocação, mas no mês anterior o número de desocupados com esse tempo de espera era de 54,0%.

Salário

O rendimento médio real efetivamente recebido pelos trabalhadores da Grande Curitiba em junho foi de R$ 764,91, 0,3% mais que em maio. É o quarto maior valor entre as regiões pesquisadas. O mais alto é São Paulo (R$ 963,99) e o menor, Recife (R$ 606,74).