A ?explosão? do risco Brasil tornou as taxas de juros cobradas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda mais atraentes paras as empresas com intençaão de realizar investimentos de longo prazo. Segundo o superintendente-financeiro da instituição, Gil Bernardo Leal, cerca de 80% das operações do BNDES são concluídas a taxas fixas com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que está em 9,5% ao ano até o final deste mês. Ou seja, bem abaixo dos empréstimos internacionais, considerando o risco Brasil na faixa de 13% ao ano, ao qual deve ser acrescido da taxa internacional (libor), em torno de 3,6% ao ano, e mais a variação cambial, que ficou em 12,5% nos últimos 12 meses. A soma das três parcelas corresponde a taxa de quase 30% ao ano, ou três vezes os custos dos empréstimos do BNDES.