Ativista que estava preso à âncora
foi removido por medidas de segurança.

Uma forte tempestade que caiu na noite de segunda-feira, em Paranaguá, atrapalhou o protesto da ONG ambientalista Greenpeace. O ativista Pablo Toranzi Rozzi, de 26 anos, que estava preso à âncora do navio argentino, Global Wind, teve que ser removido por medidas de segurança.

De acordo com a Coordenadora da Campanha de Engenharia Genética Greenpeace, Mariana Paoli, logo após a retirada do ativista, a embarcação seguiu rapidamente em direção ao alto-mar. O Greenpeace promete ficar atento, pois segundo a assessoria de imprensa da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), está marcado para amanhã a atracação do navio argentino.

O navio Global Wind, que carrega 30 mil toneladas de soja transgênica deveria ter recebido, segunda-feira, mais 10 mil toneladas de soja convencional no Paraná, mas foi impedido ao largo do porto pelos ativistas do Greenpeace. “O Greenpeace não vai permitir que transgênicos vindos de outras partes do Brasil e do mundo contaminem o único porto não transgênico do Brasil, que é Paranaguá”, afirmou Mariana.

O objetivo do Greenpeace é fazer com que o governo federal apoie as iniciativas do governo do Paraná e do Porto de Paranaguá em proibir as exportações de transgênicos, e que proíba navios carregados de soja transgênica que vêm para Paranaguá afim de realizar operações de “top-loading”, ou seja, completados com soja não transgênica.

Os ativistas também exigem que a União coloque em prática uma fiscalização efetiva para garantir o direito à informação sobre produtos geneticamente modificados. As exigências foram relatadas num comunicado enviado aos ministros Luiz Fernado Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Alfredo do Nascimento (Transportes), Marina Silva (Meio Ambiente), Roberto Rodrigues (Agricultura) e, ainda, ao secretário da Receita Federal, Jorge Rachid; ao governador Roberto Requião e ao superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião.