Em um período marcado por indicadores e decisões fundamentais de política econômica, o mercado financeiro encerrou fevereiro com uma avaliação mais positiva sobre a gestão do Banco Central do que sobre o desempenho do Ministério da Fazenda. A percepção foi captada pelo Termômetro Fazenda Broad e Termômetro BC Broad, levantamentos inéditos lançados nesta segunda-feira (10) pelo Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado.

Questionados sobre a avaliação da gestão do BC em fevereiro, de uma forma geral, os agentes do mercado deram nota média de 6,5, em uma escala de zero a dez. No mesmo quesito, a Fazenda recebeu nota 4,8. O Termômetro Fazenda Broad e o Termômetro BC Broad buscam medir o sentimento dos agentes do mercado em relação à gestão das políticas fiscal, monetária e cambial, além da eficácia da comunicação dos dois principais órgãos da política econômica nacional.

“A percepção dos agentes financeiros em relação aos dois principais condutores da política econômica é um elemento muito relevante para a formação das expectativas sobre os rumos do País”, diz João Caminoto, editor-chefe da Agência Estado. “E ninguém mais capacitado para fazer isso do que o Broadcast, principal canal de informação para o mercado financeiro brasileiro.”

A iniciativa será produzida mensalmente pelos profissionais do AE Dados, serviço do Broadcast, junto a bancos, corretoras, consultorias, gestoras de recursos, instituições de ensino, departamentos econômicos de empresas e outros com histórico de realização periódica de projeções de indicadores econômicos. Neste primeiro levantamento, 49 instituições responderam os questionários, durante o período de 21 a 28 de fevereiro.

A condução da política cambial foi o ponto forte da atuação do Banco Central em fevereiro, conforme o resultado do Termômetro, ao conseguir nota de 6,9. A política monetária praticada pela autoridade registrou nota de 6,6. No caso da Fazenda, a gestão da política fiscal obteve avaliação média de 4,9. A comunicação do BC com o mercado (6,4) também teve nota mais elevada do que a comunicação da Fazenda (5,3).

O mês passado concentrou divulgações de informações e dados decisivos para a formação das expectativas do mercado financeiro. No dia 20 de fevereiro, logo antes do início da coleta da sondagem, o governo anunciou um corte de R$ 44 bilhões no orçamento da União, com compromisso de meta fiscal de R$ 99 bilhões, o equivalente a 1,9% do PIB. No dia 26, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir o ritmo de alta do ciclo de aperto monetário e elevou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 10,75% ao ano. Além disso, no dia 27, foi divulgada a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, de 2,3%.

Os participantes da sondagem receberão todos os meses um questionário que contém sete perguntas qualitativas a respeito das ações da equipe econômica. Eles deverão dar notas de zero a dez, numa escala de totalmente insatisfeito (zero) até totalmente satisfeito (dez), para a atuação da Fazenda e do BC. O AE Dados vai calcular a nota pela média simples das respostas, arredondada na primeira casa decimal.

Serão publicados apenas os resultados consolidados da pesquisa. As respostas individuais das instituições ficarão em sigilo. Os jornalistas não terão acesso às respostas individuais. O questionário, enviado por e-mail, deverá ser respondido uma única vez por instituição, na última semana de cada mês.

A divulgação dos resultados será feita nos serviços em tempo real do Broadcast na quarta-feira mais próxima do dia 5 de cada mês. Em caso de feriado, a divulgação ocorrerá no primeiro dia útil subsequente.

O Termômetro Fazenda Broad e o Termômetro BC Broad se somam às tradicionais pesquisas realizadas pelo AE Dados e pelo serviço AE Projeções, especializado na coleta das expectativas do mercado para os principais indicadores macroeconômicos do País. Entre elas, a Pesquisa de Câmbio feita junto às instituições dealers do Banco Central, de periodicidade semanal, e o Ranking Broadcast Projeções, trimestral, que contempla as instituições cujas previsões mais se aproximam dos indicadores efetivos.