O IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) apontou deflação de 0,65% em agosto. Trata-se da quarta deflação consecutiva. De julho para agosto, a queda dos preços ficou ainda mais intensa. No mês anterior, o IGP-M, que reajusta a maior parte dos contratos de aluguel, havia apurado uma taxa negativa de 0,34%.

A desaceleração dos preços foi generalizada e atingiu atacado, varejo e construção civil.

Os preços no atacado passaram de -0,65% em julho para -0,88% em agosto. Os produtos acabados tiveram queda de 0,68%, influenciados pelo recuo nos preços dos alimentos in natura (-5,43%).

Os insumos industriais aprofundaram a queda de preços de -0,59% no mês anterior para -1,05% com o efeito do recuo nos preços de combustíveis e lubrificantes para a produção (-0,88%).

As matérias-primas brutas mostraram tendência de aceleração e passaram de -1,44% em julho para -0,83% em agosto. A aceleração foi motivada pela recuperação nos preços de cana-de-açúcar, café e mandioca.

O consumidor também pôde perceber, ainda que em movimento mais suave, a desaceleração nos preços. A inflação no varejo recuou de 0,12% para -0,32% em agosto. Os grupos que mais contribuíram para a desaceleração foram alimentação e habitação.

A queda nos preços das frutas levou o grupo alimentação a passar de -0,67% para -1,34%. No grupo habitação, a desaceleração ficou por conta de luz, gás e telefone (1% para 0,36%), serviços de residência (1,88% para 0,52%) e artigos de conservação e reparo (0,23% para -0,63%). A tarifa de eletricidade residencial foi a que mais influenciou o recuo de preços em razão da queda no valor do seguro-apagão.

A construção civil passou de 0,65% para 0,05% em agosto em razão da menor variação do item mão-de-obra, que ficou estável após alta de 1,20% em julho.

No ano, o IGP-M acumula alta de 0,75% e nos últimos 12 meses, de 3,43%.