O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou nesta sexta-feira, em São Paulo, que “há muito tempo, o Brasil já dispõe de regulação e supervisão mais rigorosas que a maiorias das economias avançadas”, com um quadro prudencial-regulatório, em vários aspectos, já bem próximo das exigências de Basileia 3. “Nesse contexto, a implantação do Basileia 3 no Brasil transcorrerá com tranquilidade”, destacou.

“O Sistema Financeiro Nacional como um todo não necessitará de capital adicional para cumprir Basileia 3, e a sua adoção no Brasil terá impacto neutro sobre a expansão da oferta do crédito”, afirmou Tombini. Segundo ele, as estimativas do BC indicam que o capital do sistema será sempre superior às exigências “para um cenário de crescimento e retenção de resultados baseado na média dos últimos anos. “E o volume necessário para aqueles que demandarão capital entre 2017 e 2019 é relativamente baixo: cerca de 2% do capital total do Sistema”, ressaltou Alexandre Tombini.

“A adoção de Basileia 3 no nosso quadro regulatório contribui para fortalecer a solidez do sistema financeiro nacional, melhorar o nosso custo de captação, além aumentar a possibilidade de expansão internacional dos nossos bancos”, disse. Ele fez os comentários na abertura do VIII Seminário Anual sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária realizado pela autoridade monetária.