O total de famílias paulistanas que possuem algum tipo de dívida aumentou de 41,3% em dezembro para 42,4% em janeiro. Na comparação com janeiro de 2011, porém, houve queda de 8,8 pontos porcentuais, já que, naquele mês, o endividamento era de 51,2%. Em números absolutos isso representa 1,521 milhão de famílias endividadas na capital paulista em janeiro deste ano, ante 1,480 milhão em dezembro e 1,836 milhão em janeiro do ano passado. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC), divulgada hoje pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).

De acordo com a Fecomercio-SP, a alta do endividamento em janeiro em relação a dezembro era esperada por causa das compras de fim do ano. Além disso, a confiança do consumidor está em alta – 158,3 pontos no mês de janeiro, em escala que varia de 0 (pessimismo) a 200 pontos (otimismo total) – , assim como os níveis de emprego e renda.

No mesmo período, no entanto, o porcentual de famílias com contas em atraso apresentou leve queda, de 0,2 ponto porcentual, ao passar de 10,7% no fim de 2011 para 10,5% no começo deste ano. Há um ano, equivalia a 14,7%. O número de famílias nessa situação caiu para 374,9 mil em janeiro, de 383,9 mil em dezembro e 528,9 mil em janeiro do ano passado.

O principal tipo de compromisso é com o cartão de crédito, meio de pagamento utilizado por 75% das 2.200 famílias consultadas. Em seguida, aparecem carnês (18,6%), crédito pessoal (14,2%), financiamento de carro (10,1%), cheque especial (6,3%), entre outros. A pesquisa mostra que 112 mil famílias (3,1%) acreditam não ter condições de pagar total ou parcialmente suas contas no próximo mês.

A incidência de dívidas é maior entre os que ganham até dez salários mínimos. Em janeiro, 43,7% das famílias nessa faixa de renda possuíam algum tipo de compromisso, leve aumento ante os 42,4% verificados em dezembro, mas queda expressiva de 11,1 pontos porcentuais em relação ao mesmo período de 2011 (54,8%).

Por outro lado, as dívidas faziam parte do orçamento de 32,2% das famílias com rendimento maior, ante 32,4% em dezembro e 36,6% em janeiro de 2011. Ainda segundo a Fecomercio-SP, 11% das famílias do primeiro grupo possuíam contas em atraso em janeiro, contra 5,9% dos paulistanos com rendimento acima de dez salários.