A maior metalúrgica do Paraná está parada. Os 3,5 mil trabalhadores da Robert Bosch, na Cidade Industrial de Curitiba, decidiram ontem entrar em greve por tempo indeterminado, em assembléia realizada na frente da fábrica na troca de turno, às 16h. A Bosch, fabricante de bicos e bombas injetoras a diesel, chegou a oferecer 15% de reajuste salarial, mas os metalúrgicos querem no mínimo 17% de aumento. Esse foi o índice garantido pela New Hubner, única empresa do setor metal-mecânico que já fechou acordo neste final de ano.

No início da campanha salarial 2003, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba reivindicava 22,7% (12% do INPC acumulado nos últimos doze meses acrescido de 10,7% de aumento real, referente às perdas inflacionárias desde 1998). Agora dizem que aceitam aumento real de 4%. Hoje haverá nova assembléia defronte à Bosch, a partir das 6h. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, caso não haja nenhuma proposta nova da empresa, a greve deve continuar.

A Trox do Brasil entrou ontem com pedido de dissídio de greve no Tribunal Regional do Trabalho. Como não houve consenso na audiência de conciliação realizada ontem, a definição ficou para quinta-feira da semana que vem, quando está marcado o julgamento da legalidade da greve. Enquanto isso, a paralisação continua, assim como na Metpar, informa o Sindicato dos Metalúrgicos. Na Case New Holland, os trabalhadores deram um prazo de 48 horas para avaliar uma nova proposta da empresa ou do sindicato patronal.

Ontem foi realizada a primeira rodada de negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos e o Sindimetal, mas não houve acordo. Uma nova reunião ficou agendada para hoje à noite.