Os 3,5 mil funcionários da montadora Renault decidiram entrar em greve por tempo indeterminado depois de recusar a proposta da empresa em assembléia realizada na manhã desta sexta-feira (14). Os trabalhadores não aceitaram o valor oferecido sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 7,5 mil e também não concordaram com as novas metas de qualidade que a empresa quer implantar.

Do valor total oferecido para a PRL, o mínimo pago seria de R$ 6,2 mil, em duas parcelas, sendo a primeira de R$ 4,750 mil. Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), a reivindicação dos trabalhadores contempla o pagamento de R$ 9 mil, mesmo valor pago nas empresas de São Paulo.

Porém, o valor proposto pela empresa só seria pago com a implantação de metas de qualidade e aumento da produção, que saltaria de 140.354 unidades para 187.687 em 2010. A participação no mercado nacional também teria de crescer de 3,9% para 5% nesse ano, metas consideradas inatingíveis pelos trabalhadores.

A assessoria de imprensa da Renault havia informado, na última quinta-feira (12), que a empresa considera o muito bom o valor da PLR e que havia se surpreendido com a decisão pela paralisação. Uma próxima assembléia está marcada para segunda-feira (17), onde devem ser decididos os rumos da greve.