Representantes do Banco Central Europeu (BCE), Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) rejeitaram os planos alternativos propostos pelas autoridades cipriotas para enfrentar a crise financeira do país e insistiram no fechamento imediato dos dois bancos locais com problemas, o Bank of Cyprus e o Popular Bank, segundo uma fonte sênior do governo ouvida pela agência Market News International.

“Eles insistem no fechamento de dois bancos e rejeitam todas as alternativas”, disse a fonte, sem especificar quais planos alternativos foram rejeitados.

Mais cedo, outra fonte oficial disse à MNI que o presidente do Banco Central do Chipre está preparando dois projetos para apresentar ao Parlamento que impõem controles sobre movimentos de capitais no país quando os bancos reabrirem e até que uma solução para resgate do sistema bancário cipriota for encontrada.

A fonte também confirmou que a troica – formada por BCE, FMI e Comissão Europeia – insistiu na penalização de depositantes com recursos superiores a 100 mil euros em suas contas bancárias na ilha, reafirmando que alguns países da zona do euro querem manter uma posição mais dura em relação à crise cipriota.

Uma autoridade sênior da zona do euro disse à MNI que Alemanha, Holanda, Áustria, Finlândia, Malta e possivelmente a Estônia querem que a participação dos investidores com recursos superiores a 100 mil euros depositados no sistema bancário do Chipre continue sobre a mesa de negociação.

Segundo essa fonte, os ministros de Finanças da zona do euro e possivelmente os líderes europeus fariam uma reunião de emergência para avaliar a crise cipriota assim que o governo da ilha submeter um plano alternativo às autoridades do bloco. As informações são da Market News International.